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Mês

Abril 2016

“Vamos limpar o mar”

 

                                      Será este o futuro que queremos para nós…        

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… e para as gerações vindouras?

No âmbito do Programa Eco-Escolas, da educação ambiental e das comemorações do Dia da Terra, teve lugar no dia 26 de abril um passeio ecológico de bicicleta pela floresta até à Praia Velha onde foi realizada, pelos alunos das eco-turmas do 8º ano, uma campanha de limpeza do areal. Esta atividade, subordinada ao tema “Vamos limpar o mar”, contou com o apoio da PSP, GNR, Bombeiros Voluntários  do concelho que acompanharam o grupo no percurso de ida e volta. A salientar ainda, a colaboração imprescindível do Município da Marinha Grande ao disponibilizar luvas e sacos, para além de proceder, posteriormente, à recolha dos sacos de resíduos  encaminhando-os para a Valorlis. A referir ainda a presença da Engenheira Carla Lucas que colaborou com os alunos e professores, nesta árdua tarefa.

 Durante a referida campanha, todos os intervenientes tiveram, in loco, a real perceção da infindável quantidade e variedade de resíduos que se encontram quer à superfície do areal quer enterrados, tais como tampas e sacos de plástico, aparelhos de pesca, para não falar do flagelo das cotonetes e microplásticos, com consequências ambientais graves para a fauna marinha.

Os participantes mostraram grande satisfação por levar a cabo mais uma missão importante no âmbito da proteção e preservação do mar, apesar de, simultaneamente, se sentirem  impotentes perante o cenário caótico de lixo visível e invisível que encontraram  na praia proveniente da ação antrópica. Os vinte sacos de 120 litros cada, repletos de resíduos principalmente plásticos, reportam a estudos realizados recentemente  indicando que em cada ano, pelo menos oito milhões de toneladas de plásticos são despejados no oceano, ou seja o equivalente a despejar, por minuto,  um camião de lixo no mar. Segundo um relatório divulgado pelo Fórum Económico Mundial, se não forem tomadas medidas urgentes e o nível de utilização dos plásticos se mantiver, as previsões para 2030 apontam para um aumento de dois camiões por minuto e quatro por minuto, em 2050.

    Será este o futuro que queremos para nós e para as gerações vindouras? 

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Coastwatch 2011- photostory

Em nove de fevereiro teve lugar a atividade Coastwatch realizada entre as Pedras Negras, 500 metros a norte, até à Praia da Concha. O grupo de alunos participante, do 8º ano, acompanhados por alguns professores fez o levantamento de dados referentes ao litoral. Aqui fica uma série de fotografias para recordar esta missão em prol do ambiente.

 

Observação surpreendente e inesperada

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Foto enviada para o Concurso Internacional Jovens Repórteres para o Ambiente 

YRE International Competition

Dia 8 de abril, aquando da realização da atividade Coastwatch, na Praia Velha, junto a S. Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, um grupo de alunos deparou-se com uma enorme “família” de percebes fixada numa pequena boia de plástico. O aparelho de pesca, surpreendentemente decorado, foi alvo de algumas fotos e de grande curiosidade por parte do grupo participante, visto que tal crustáceo era desconhecido da maioria dos alunos. Lepas anatifera, também denominado por percebe da madeira, é um crustáceo hermafrodita, não comestível, muito pouco visível pelas praias do concelho da Marinha Grande, apesar de ser abundante no Oceano Atlântico. Ao contrário do percebe comum, que se fixa às rochas e é muito frequente nesta zona do litoral, aquele fixa-se em grande número a qualquer objeto flutuante, tais como boias, garrafas, pedaços de madeira e até animais marinhos, tais como a tartaruga, deslocando-se por isso ao sabor das correntes.

A boia de plástico de 15 cm que serviu de suporte flutuante a esta família de crustáceos (com cerca de 2 kg), de hábitos pelágicos, servirá de suporte a muitas outras famílias visto que a sua decomposição no ambiente rondará os 100 anos. A utilização deste material levanta desde logo a questão quanto à verdadeira dimensão das consequências ambientais provocadas pelo seu contínuo despejo no oceano representando uma grave ameaça para a fauna marinha, quer por via da libertação de substâncias químicas tóxicas, quer através da sua ingestão acabando por integrar a cadeia alimentar humana.

Se nada for feito para travar e combater a contaminação marinha e, pelo contrário, se se mantiver este ritmo desenfreado de consumo do plástico então, em 2050 haverá mais plásticos no mar que peixes.

Para inverter este cenário negro e caótico, e porque a natureza ainda não consegue degradar estas substâncias, é urgente repensar e reduzir o seu consumo no dia-a-dia pois “os microplásticos interagem até ao fim com todos os ecossistemas do oceano”.

 

Ocorrências

Desde 8 de março, já foram registados por cinco alunos da nossa escola, na plataforma nacional Valorcar, dez veículos abandonados praticamente no centro da cidade.

Locais a destacar:

Parque das Merendas da Portela – “Estupidamente abandonado”

Largo das Finanças – “Ferrugento até mais não”

Parque de Exposições – “O esqueleto”

Quinta das Nespereiras – “Sem eira nem beira”

Travessa dos Meninos – “Deslocado”

Rua Manuel Ferreira -“Partido”

Rua Sport Lisboa e Marinha – “Cheio de ervas”

Rua Prof.Melo Vieira – “Desperdiçado”

Rua Indústria de Plásticos – “Branquinho”

Os alunos participantes estão de parabéns! Continuem o vosso trabalho! Há que preservar e conservar o ambiente que nos rodeia.

A escola entregou…

Em 16 de setembro de 2015, a escola entregou, à empresa Oleotorres, cerca de 80 kg de óleo alimentar usado.

 

A escola entregou…

No 1 de março de 2016, a escola entregou à ERP Portugal 20 kg de pilhas e 585.50 kg de material informático e eletrodomésticos em final de vida tendo ficado em 54º  e 60º lugar, a nível nacional, respetivamente.

Um olhar atento no litoral

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O frio era polar!

No dia 8 de abril, cerca de quarenta e cinco alunos das turmas F e G, do 8º ano, acompanhados por três professoras, incluindo a Coordenadora Eco-Escolas e um elemento da OIKOS, deslocaram-se a uma praia do concelho a fim de realizar a atividade Coastwatch que anualmente é levada a cabo por alunos da Escola Guilherme Stephens.

Esta campanha de monitorização do litoral, que é coordenada a nível nacional pelo Geota, tem como finalidade recolher dados no que concerne à biodiversidade, à zonação e erosão costeiras, aos resíduos de vária índole, à contaminação de solos e da água e à pressão antrópica (exercida pelos humanos) em troços de 500 metros. As informações recolhidas serão posteriormente introduzidas na base de dados daquela associação.

Apesar do vento gélido que se fazia sentir, os três grupos de alunos distribuídos pela zona supratidal, intertidal e beira-mar procederam ao preenchimento de questionários. Do extenso areal percorrido, desde as Pedras Negras até sul da Praia Velha, há a salientar inúmeros aparelhos de pesca, variadíssimas embalagens de plástico, assim como pedaços e troncos de madeira com alguma envergadura espalhados pela praia e também na margem norte do Ribeiro de S. Pedro. Procedeu-se também à análise deste curso de água corrente, que atravessa a floresta, através de um teste próprio para o efeito e o resultado obtido não foi dos melhores, visto que o nitrato está presente no ribeiro que sabemos tão importante para a sobrevivência de inúmeras espécies, quer animais quer vegetais e que poderá eventualmente constituir uma ameaça para a biodiversidade existente.

Com esta ação de caráter ambiental pretendeu-se sensibilizar os participantes, em particular a faixa etária mais jovem mas também os professores, para a proteção do ambiente litoral e, consequentemente, alertar para os problemas de comportamento. Educar para uma melhoria qualitativa do exercício da cidadania ativa formando cidadãos mais preocupados e conscientes quanto à preservação e conservação do planeta é um dos objetivos fundamentais.

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Um “ex-libris” às portas da cidade- vídeo

No âmbito do Programa Jovens Repórteres para o Ambiente, teve lugar na segunda semana de férias da Páscoa, a produção de um vídeo na Ponte Nova e zonas envolventes cujo tema abordado, por um grupo de alunos da nossa escola, foi a biodiversidade do Pinhal do Rei. A ideia de realizar o vídeo “Um ex-libris às portas da cidade” surgiu na sequência de uma saída de campo, em novembro, “À descoberta de cogumelos” em que os alunos ficaram bastante entusiasmados em participar nos desafios promovidos pelo Programa JRA.

Vídeo enviado para o Concurso Nacional e Internacional Jovens Repórteres para o Ambiente 

YRE International Competition

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