No dia 26 de novembro, no âmbito do Programa Eco-Escolas e da educação ambiental, os alunos da turma G, do 8º ano, acompanhados pela coordenadora Eco-Escolas e por um professor de Geografia participaram numa saída de campo subordinada ao tema “À descoberta de cogumelos”.

Junto à Ponte Nova, o grupo de jovens repórteres para o ambiente, munidos de máquina fotográfica e livros próprios para a identificação de cogumelos, cientificamente chamados carpóforos, iniciaram a atividade nas proximidades do Ribeiro de S. Pedro tendo, posteriormente, enveredado por trilhos e caminhos sinuosos à procura destes seres vivos que entretanto começavam a emergir por todo o lado com as mais variadas formas, cores, aromas e tamanhos, por vezes, apresentando-se solitários, outras vezes como se de uma família se tratasse.

A vontade de encontrar o cogumelo mais exuberante, o maior, o mais invulgar deu azo a uma grande azáfama por parte dos alunos e, na verdade, o grupo encontrou uma grande diversidade de fungos, uns a dependerem de outros seres vivos, os fungos parasitas; outros vivendo em associação simbiótica com as raízes das árvores das quais recebem o alimento em troca de água e sais minerais; outros a alimentar-se de matéria orgânica morta, os fungos decompositores ou saprófitos.

Entre os cogumelos encontrados, estava o rei, o Boletus edulis, um dos que vive em simbiose com as árvores, conhecido também por Cepes (comestível); o Amanita faloides, o mais temível de todos, popularmente conhecido por “chapéu da morte”; o Macrolepiota procera, conhecido pelo cogumelo guarda-sol; o Lactarius deliciosus ou Sancha Pinheira (comestível); o Clitopulus prinulus ou Moleiro (comestível), com sabor a massa de pão; o Cantharellus tubaeformis, em francês Chanterelle (comestível); a Rússula xerampelina, popularmente designada por pomba arenque, comestível e de sabor a caranguejo e/ou peixe, entre outros.

Apesar de alguns exemplares serem comestíveis, fica o conselho: nunca se deverão consumir cogumelos sem ter a certeza da sua identificação. Em caso de dúvida, deverá rejeitar-se o exemplar, uma vez que há vários casos em que um cogumelo comestível tem semelhanças com um tóxico e pode ser mesmo mortal.

A grande diversidade de cogumelos encontrados na Ponte Nova, deixou o grupo de alunos com vontade de elaborar trabalhos com o objetivo de dar a conhecer a extraordinária diversidade destes seres na floresta do nosso concelho.

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